Processo de sedentarização refere-se à transição de um estilo de vida nômade para um estilo de vida sedentário, ou seja, a estabilidade em um determinado local. O processo envolve mudanças profundas nos modos de vida, na produção e distribuição de alimentos e na organização da comunidade. Esta transição tem sido observada em diversas culturas ao longo da história humana, à medida que as pessoas passaram de caça-coletores nômades a agricultores sedentários.
A primeira evidência documentada deste processo remonta a aproximadamente 10.000 anos atrás, quando foram descobertas as primeiras evidências arqueológicas do cultivo da terra e do uso de animais domésticos para fins agrícolas. Em partes do Oriente Médio, o processo foi estimulado pela expansão do clima semi-árido que favoreceu o desenvolvimento da irrigação por meio da construção de sistemas hidráulicos. Em outras partes do mundo, métodos como subsistência agropastoril (criação simultânea de animais e plantio) também contribuíram para o processo de sedentarização.
O processo mudou drasticamente os modos de vida das comunidades locais e contribuiu para um grande avanço nas tecnologias usadas na agricultura. A agricultura permitiu que as pessoas armazenassem excessos alimentares para usar durante períodos menos produtivos. Isso levou à formação das primeiras cidades urbanizadas, com sua infraestrutura própria e complexidade social. A introdução do trabalho especializado também foi uma consequência natural deste processo, já que os indivíduos precisavam se dedicar a uma única tarefa para garantir a sobrevivência da comunidade.
Hoje em dia, grande parte das culturas humanas é sedentária devido à industrialização moderna e à globalização dos mercados. Apesar disso, muitas culturas tradicionais permaneceram fiéis às suas raízes nômades no mundo todo. Muitos destes grupos buscam preservar sua identidade cultural resistindo à pressões externas que impõem mudança demográfica sobre as comunidades locais.

