O estrupício é uma forma de direito romano que se aplica aos bens adquiridos para uso privado, mas que não são propriedade de ninguém. É um tipo de herança, onde os herdeiros ou aqueles que estão em posse dos bens adquiridos em tal forma podem usá-los ou vendê-los para fins lucrativos.
No direito romano, o estrupício era considerado como uma questão complexa e foi tratado com muita cautela. Nesse caso, as heranças eram divididas entre os herdeiros segundo as leis da família, e os bens adquiridos sob estrupício não eram incluídos na partilha. Uma vez adquiridos, esses bens pertenciam a quem os possuía e eram transferidos para outra pessoa pelo acordo entre elas.
O estrupício também foi considerado um meio de proteger a propriedade privada dos hereges, pois seus bens não podiam ser confiscados por um governante ou outras autoridades legais. Isso permitiu que as pessoas dessem seus bens em confiança a parentes ou amigos que não tinham interesse na posse da propriedade.
No entanto, o direito romano sofreu alterações ao longo dos anos e hoje em dia o estrupício é reconhecido com menor importância na maioria das jurisdições. Ainda assim, ele continua a ser um importante princípio jurídico no mundo moderno, principalmente quando se trata de direitos relacionados à propriedade privada.

