O conceito de sexo como o conhecemos hoje não foi criado por ninguém específico. Em vez disso, o conceito evoluiu ao longo do tempo e é fortemente influenciado por culturas, religiões e costumes. O conceito de gênero masculino e feminino também tem raízes antigas, mas não era visto da mesma forma que hoje.
No início, a ideia de sexo era muito mais ampla do que os pares masculino-feminino que conhecemos hoje. Na Antiguidade Clássica, os gregos acreditavam que havia quatro categorias básicas de seres humanos: homem-mulher; homem-homem; mulher-mulher; e andrógino (uma mistura entre os dois). Esta ideia também foi adotada por outras culturas antigas, como a egípcia e a romana.
Algumas culturas também acreditavam em um terceiro gênero chamado berdache ou pessoa do outro lado. Os berdaches eram aqueles que se identificavam com características de ambos os sexos. Essa identidade foi reconhecida e aceita em algumas culturas indígenas americanas até meados do século 20.
Com o advento da medicina moderna no século 19, as categorias de sexo foram simplificadas para masculino e feminino. Embora algumas pessoas possam ter variações genitais ou hormonais que as colocam em um lugar intermediário entre esses dois extremos, elas são agrupadas nos campos binários estabelecidos pela medicina.
Atualmente, a ideia de sexo é mais complexa do que nunca, com discussões internacionais sobre questões como identidade de gênero e direitos LGTBQI+. No entanto, nem todos concordam sobre quais termos usar para descrever as diferentes categorias existentes - seja biologia ou identidade social - ou quais direitos as pessoas têm para expressar sua sexualidade e gender identity livremente.

